Roraima terá campanha de vacinação contra sarampo em todo o estado

Doença estava erradicada desde 2015; até o momento, seis casos de sarampo foram confirmados, sendo todas as vítimas venezuelanas


Arquivo Agência Brasil
A imunização contra sarampo começa no próximo sábado (10) e abrangerá todos os 15 municípios de Roraima

O Ministério da Saúde informou que no próximo sábado (10) será lançada a campanha de vacinação contra sarampo no estado de Roraima. A ação acontece depois de serem confirmados seis casos da doença , que estava erradicada no Brasil desde 2015.

A cobertura irá abranger todos os 15 municípios de Roraima. A meta é imunizar 400 mil pessoas contra o sarampo , com idades de seis meses a 49 anos. O anúncio foi feito pelo ministro Ricardo Barros, em entrevista coletiva em Brasília, nesta terça-feira.

Estima-se que 308 mil roraimenses não receberam a vacina e ainda dezenas de milhares de venezuelanos que migraram para cidades do estado também estão sem proteção. Até o momento, duas mil doses já foram aplicadas, de acordo com a pasta.

Até o momento, já são seis casos confirmados de sarampo. Contudo, o Ministério da Saúde destacou que todos eles envolveram venezuelanos, não tendo ainda atingido brasileiros.

Há suspeita de que uma morte possa estar relacionada à doença, mas equipes de saúde ainda investigam o episódio, bem como outros 29 registros de casos suspeitos. Não há notificação de casos em outras unidades da Federação

No meio do mês de fevereiro, a Secretaria Municipal de Saúde de Boa Vista, capital de Roraima , confirmou o primeiro diagnóstico. A vítima foi uma menina venezuelana, de um ano de idade, que chegou a ser hospitalizada . Esse foi o primeiro caso da doença no Brasil desde 2015.

A criança estava internada no Hospital da Criança Santo Antônio. Além do sarampo, a menina estava desnutrida, chegou pesando apenas 5 quilos. Por se tratar de uma doença contagiosa, mãe e filha foram isoladas. Elas estavam morando em uma praça no centro da capital há cerca de 20 dias, quando chegaram ao Brasil. O local tem sido abrigo para todos os venezuelanos que estão atravessando a fronteira para sair de seu país.

Como vai funcionar

O foco será nos locais menos cobertos e mais suscetíveis a uma possível disseminação da doença. “Há municípios acima dos 100% de cobertura e outros com 70%. É nesses bolsões de crianças não vacinadas que está nossa preocupação”, explicou a coordenadora substituta do Programa Nacional de Imunização da pasta, Ana Goretti Maranhão, em entrevista coletiva.

A imunização será diferenciada para cada faixa etária. Os mais novos, crianças de 6 a 12 meses, vão receber dose de tríplice viral, mas essa não contará para a rotina recomendada para a idade.

Já as pessoas entre 1 e 29 anos, o recomendado é que tomem duas doses, uma de tríplice viral logo ao completar 1 ano e uma de tetra viral com 1 ano e 3 meses. Pessoas de 30 a 49 anos que não tiverem sido imunizadas precisam de uma dose de tríplice viral.

Medidas

Além da ação vacinal, o ministro da Saúde listou outras ações realizadas pela pasta para reforçar a prevenção e o combate à doença. Entre as medidas tomadas até agora estão o envio da Força Nacional do Sistema Único de Saúde  - um grupo transdisciplinar de voluntários que atua em emergências de saúde no país -, a capacitação de quase 300 profissionais de saúde e 26 técnicos para saber diagnosticar e lidar com a doença, o reforço do número de ambulâncias no Estado e em todos os municípios e a criação de uma sala de vacinação em Pacaraima, cidade de fronteira com a Venezuela e um dos pontos de entrada de imigrantes daquele país.

Barros acrescentou que há médicos venezuelanos inscritos no Programa Mais Médicos com disposição para atuar em Roraima. Mas a medida ainda está sendo analisada pois, conforme o ministro, falta que o estado e os municípios criem condições para recebê-los.

Roraima já conta com seis casos confirmados de sarampo. O Ministério da Saúde destacou, contudo, que todos eles envolveram venezuelanos, não tendo ainda atingido brasileiros.

Há suspeita de que uma morte possa estar relacionada à doença, mas equipes de saúde ainda investigam o episódio, bem como outros 29 registros de casos suspeitos. Não há notificação de casos em outras unidades da Federação

Queda na cobertura vacinal

O Brasil ganhou o selo de país livre de sarampo em 2016. Em que pese o problema estar ainda localizado em venezuelanos abrigados em Roraima, dados do Ministério da Saúde mostram que a cobertura em 2017 está menor do que em anos anteriores.

Em 2013, a cobertura da primeira dose chegou a 107,46% e a da segunda, a 68,87%. Em 2014, 112,8% e 92,88%. Em 2015, 96% e 80%. Em 2016, 95,4% e 76,7%. Em 2017, o percentual de imunização caiu para 83,2% na primeira dose e 68,5% na segunda dose, sendo o menor dos últimos cinco anos. Neste último caso, os dados são preliminares.

Febre amarela

O ministro da Saúde também tratou na entrevista coletiva da situação da febre amarela no país. Ele afirmou que a disseminação da doença já está reduzindo seu ritmo. O último boletim do Ministério chegou a 237 mortes e 723 casos relacionados à doença, calculados a partir de julho de 2017. Os índices são maiores do que os registrados no surto de 2016/2017, quando no mesmo período houve 576 casos e 184 óbitos.

Questionado sobre a ocorrência maior neste ano, Barros minimizou os números, argumentando que, proporcionalmente à população exposta, ele é menor do que o surto do período anterior. O titular da pasta classificou a situação de ações de imunização como “controlada”, mas afirmou que serão necessárias medidas “mais claras e mais duras” para o próximo ciclo de monitoramento da doença, a partir do meio deste ano.

Perguntado sobre que medidas estão em análise, o ministro não deu detalhes. “Vamos cobrar maior atuação das vigilâncias nos estados, vamos eventualmente pactuar uma vacinação mais ampla nessas áreas onde nunca houve recomendação de vacina e, portanto, não há cobertura vacinal da população”, afirmou.

Frente a perguntas dos jornalistas sobre se o quadro atual configuraria ou não um surto, o secretário de Vigilância em Saúde, Adilson Cavalcante, tangenciou e preferiu não responder assertivamente. “A discussão se é surto ou ciclo não precisa ser feita. Eu prefiro considerar um aumento do número de casos no ciclo, até porque fazemos a resposta independentemente da classificação”, disse.

Com informações da Agência Brasil


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